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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Um governo intransigente

Postado em Sou chocolate e não desisto


A intransigência do governador José Serra (PSDB) marcará seu governo em São Paulo. Esse confronto entre as policias Civil e Militar entra para a história da cidade. Jamais um governante deixou isso acontecer, sempre estava aberto o diálogo entre polícia e governo; mas não foi o que ocorre na última semana em São Paulo. Vimos o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista transformado em praça de guerra. De um lado estava o governador José Serra que dizia não ter conversa com os manifestantes enquanto não parassem com a manifestação; do outro lado, policias que em seu legítimo direito reivindicavam um salário mais justo. A polícia paulista é a que tem o pior salário em todo país.

O governador José Serra cruzou os braços quando, em agosto o foco de uma greve era eminente, poderia ter chamado uma comissão de ambas as polícias e ter uma conversa e ouvir as reivindicações da categoria e, a partir daí negociar. Digo o governador, porque o secretário de Segurança do Estado, Ronaldo Marzagão tem demonstrado que não serve para o cargo. É frouxo. Sem diálogo e se esconde dos obstáculos que são de sua alçada. Não vejo o Secretário em ação. É mais um incompetente que está no governo Serra.

Para se livrar da responsabilidade, o caminho mais fácil encontrado pelo governador Serra foi politizar esse pé de guerra entre as policias, apontando como responsáveis a CUT, Força Sindical, PT e o deputado federal, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força. Desviar o foco politizando essa crise é de uma insensatez que não parece ser o governador Serra, aquele que era adepto ao diálogo quando era presidente da UNE. Será que ele esqueceu aqueles tempos de manifestações? Buscava uma democracia, agora, os policiais querem apenas um salário digno e proteção para desempenhar seu trabalho. Unificar as policias não é a solução.

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domingo, 19 de outubro de 2008

Tragédias paulistas e paulistanas

Postado no Pandini GP.

Uma obra do metrô que cede, causando mortes e desabamentos. Uma greve da Polícia Civil em que o governo se recusa a negociar. Polícia Militar contra Polícia Civil, expondo um comando fraco e incompetente. Um seqüestro que dura cem horas. Uma refém menor de idade, libertada do cativeiro, volta ao seqüestrador para "negociar", com "autorização" da polícia - caso que termina com as duas reféns baleadas, uma delas gravemente.

Enquanto isso, na cidade, bibliotecas são fechadas pela prefeitura por "falta de público", mostrando a limitação intelectual (para dizer o mínimo) de quem administra um espaço de conhecimento como se fosse uma casa de espetáculos de capital privado. Um prefeito que participou ativamente de governos que afundaram São Paulo financeiramente e que se apresenta como se nada tivesse a ver com isso.

Uma mídia podre, conivente, que mente, omite, distorce e manipula fatos a seu bel-prazer. E, pior, que é levada a sério por cidadãos incautos, anestesiados, que parecem ter perdido a capacidade de lutar por seus direitos, de se inconformar, de exigir respeito e condições de vida decentes. De perceber o absurdo de perder duas, três horas no meio do trânsito e de morarem em uma cidade em que cada centímetro de chão é tratado não como um espaço público, mas como uma mina de dinheiro que reverte em gordos lucros à perversa associação formada por políticos, empreiteiras, construtoras e imobiliárias.

O estado de São Paulo, "a locomotiva do Brasil" na visão de alguns esnobes, é um trem enferrujado, obsoleto e mal conduzido. A capital do estado, que alguns apresentam orgulhosamente como "moderna e cosmopolita", não passa de uma cidade provinciana à mercê de predadores e habitada por hipócritas e preconceituosos. A "elite" tem apenas dinheiro. De resto, falta tudo: classe, cultura, educação, espírito comunitário, discernimento, preocupação com o próximo, civismo, instinto de preservação, bom senso. Não surpreende que uma cidade comandada por pessoas assim tenha se tornado o que é: um inferno sem qualidade de vida, que consome diariamente a saúde de seus habitantes.

Pronto, desabafei.

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