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Destaques

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Marta: vamos dar uma bela virada

Publicado no Bodega Cultural

Marta declarou hoje à imprensa que as eleições em São Paulo ainda não estão definidas como pensam algumas pessoas em razão das recentes pesquisas divulgadas pela mídia, dando larga vantagem ao seu oponente.

Marta acredita que há muita gente indecisa, e ainda as que podem mudar o voto numa análise mais profunda e racional na hora de escolher o candidato na urna. Segundo Marta, essas pessoas podem fazer a diferença e estabelecer uma grande virada, a exemplo da que ocorreu na Bahia com Jack Vagner, contrariando todas as pesquisas encomendadas e vencendo a oligarquia Carlista.

Para quem não se lembra, Wagner tinha 13% das intenções de voto no fim de agosto. A primeira possibilidade de mudança de rumo surgiu apenas no sábado, véspera da eleição, com uma pesquisa do Ibope que apontava 51% para Souto (PFL) e 41% para Wagner (PT). "Agora quem tem que explicar são os institutos de pesquisa, não eu. Eles é que têm que dizer se estavam mentindo, se estavam vendidos", disse Wagner após a vitória.

"Acredito que nós podemos dar uma bela virada porque este é o momento que as pessoas começam a focar, as pessoas começam a conversar com o vizinho, com a tia, com o melhor amigo. Aquela indecisão pode virar uma decisão e é isso que estou esperando", disse Marta.

"Eu gostaria muito de vencer esta eleição porque me considero mais preparada que meus adversários. Fiz muitos acertos, muitos erros, mas aprendi com eles e conheço muito esta cidade", disse.

Marta alertou o adversário a evitar o salto alto, lembrando o ato do então candidato a prefeito Fernando Henrique Cardoso, que em 1985 sentou na cadeira de prefeito antes do resultado da eleição, que acabou vencida por Jânio Quadros.

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Estamos muito mal com essa classe média e essa elite paulistana conservadora e predadora!

por Alexandra Peixoto

Pois é, tudo indica que o Kassab vencerá.

Eu fico sem saber o que dizer, o que pensar. Sinto quase um impulso de escrever aqui que, mais uma vez, os pobres, e só eles, daqui de São Paulo, terão um tratamento indigno. Se lascarão, no português das ruas. Continuarão a sofrer na ida e na volta para casa, presos em engarrafamentos infinitos, espremidos nos ônibus, trens e metrôs. Continuarão a esmolar uma vaga numa creche por anos, continuarão a ter um dos piores ensinos públicos do Brasil. Os jovens da periferia continuarão a ser marginalizados, sem cultura, sem lazer, sem uma formação adequada. Suas vidas nada valerão. Tudo isso, todo esse desperdício de potencial humano para satisfazer a um projeto obsessivo e egoísta de poder. O projeto que quer eleger, em 2010 José Serra para presidente do Brasil. Custe o que custar, doa a quem doer. E atropelarão, ou tentarão, quem vier pela frente. Com o exército midático todo trabalhando numa frente de dar arrepios.

Porém, vendo que a classe média paulistana é a mais conservadora do país e esta se recusa a enxergar no Kassab uma verdadeira marionete comandada por Serra, vendo que essa mesma elite deseja o pior para as classes menos favorecidas e constatando, ainda, que estes mesmos eleitores conservadores continuam a acreditar na Folha, no Estadão e na Veja como baluartes da competência jornalística, não me resta mais nada a não ser desejar que se arrependam muito, amargamente, dolorosamente por essa escolha grotesca. Porque sua falsa sensação de segurança jamais ser tornará segurança real enquanto as massas estiverem espoliadas de lazer, cultura, educação, oportunidades, saúde, moradias decentes. Porque, por mais caro que sejam os carros de suas garagens, eles sempre serão alvos de roubos e assaltos enquanto existirem pobres e oprimidos, à margem da sociedade. Porque, por mais veloz e potente que sejam seus gigantescos carros, sua velocidade média jamais passará do 14 km/h. Porque, com tantos carros, o ar que respiramos sempre será o mesmo para todos, isto é, o pior possível (isso sim é democracia: não dá pra separar o pior ar e mandar esse ar para a periferia, ufa!).

Essa classe média e essa elite conservadora querem todos os privilégios para si, não soltam o osso por nada, se recusam a partilhar de sua riqueza, nem que seja através de um voto progressista. Não, preferem votar num partido que foi o sustentáculo da ditadura, partido esse que precisa, para não morrer, mudar de sigla a todo momento, na esperança de que a memória curta dos brasileiros os auxiliem na conquista do poder.

A mim não me importa se Kassab é gay. Me importa se ele cria cargos para empregar seu companheiro. Me importa e me incomoda o nepotismo. Me incomoda ter visto ele vetar tantos projetos importantes e agora vir dizer que vai reapresentar os mesmos projetos. Me incomoda a educação pública ser uma verdadeira vergonha, me incomoda os postos de saúde apinhados de gente, sendo tratados como bichos. Aliás, aqui em São Paulo, os bichos são infinitamente melhor tratados do que as pessoas.

Me incomoda muitíssimo se fazer economia às custas da qualidade do ensino público, do achatamento dos salários de professores e policiais. Tudo isso para fazer caixa para o projeto político e econômico de José Serra.

A consistência política de Kassab é nenhuma, sua popularidade vem exclusivaemente da competência de seus marqueteiros em maquiar um candidato inexpressível e torná-lo palatável aos olhos dos cidadãos. Seu compromisso é e seguirá sendo o de servir às elites e ao seu protetor, José Serra. Só que, para desespero de todos os que se engajarem nesse projeto político, repito uma frase do Paulo Henrique Amorim: é mais fácil o Vesgo, do Pânico, se eleger presidente do que o vampiro do Serra. Mesmo com a blindagem da Globo, mesmo com o Serra ditando a pauta dos jornais, mesmo sem "caos aéreo paulistano" ou sem "caos na segurança pública paulistana" (afinal todas as crises e todo o caos é sempre federal, nunca do Estado de São Paulo, né?). Não adianta não publicar que o PCC continua a existir, não adianta maquiar os dados dos homicídios, não adianta manipular a mídia. Serra jamais será presidente do Brasil.
Porque nossa sociedade está farta desse elite predadora. Está farta desses tucanos incompetentes, autoritários e corruptos.

Alguém aqui se lembra do caso Alston? E do buraco do metrô? E do PCC? E da Eloá? E da desgraça maior que é a escola pública de SP? E da higienização social onde os pobres são tratados pior que lixo? Alguém sabe o que pensa José Serra?

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Justiça eleitoral: pesos e medidas

Postado em Futepoca

Nas eleições de 2004, em Mauá, minha cidade natal e domicílio eleitoral, o candidato petista Márcio Chaves teve sua candidatura cassada pela justiça eleitoral. O processo começou com uma representação apresentada pelo vereador Manoel Lopes, então no PFL, que viria a se tornar DEM, por uso da máquina administrativa municipal para fazer campanha. O crime foi a exposição Túnel do Tempo, criada pela gestão de Oswaldo Dias (PT, então em seu segundo mandato) para comemorar os 50 anos de emancipação da cidade, comemorados naquele ano.

Marcio venceu o primeiro turno, com 91.910 votos (45%) contra 79.584 votos (39%) do segundo colocado Leonel Damo, do PV. O candidato verde é um tipo de Paulo Maluf mauaense. Foi prefeito na cidade duas vezes, fez um monte de obras do tipo asfalto, prédios públicos, essas coisas de empreiteiras, ganhou uma penca de dinheiro. Tem esquemas com os principais empresários, como o famigerado Baltazar, proprietário das empresas de ônibus. É dono de uma casa que é uma espécie de sítio num bairro central da cidade, ocupando uns dois ou três quarteirões murados. Hoje, como em 2004, é visto como ultrapassado e corrupto e enfrenta uma rejeição enorme. Enfim, o petista tinha boas chances de vencer a disputa no segundo turno, apesar de a disputa estar acirrada.

Mas a juíza eleitoral Ida Inês Del Cid aceitou o pedido e cassou Marcio. Não satisfeita, poucos dias depois da primeira decisão, proclamou Damo eleito. A decisão da juíza mostrar-se-ia acertada, mas um pouco apressada: recursos petistas ao TRE e TSE prolongaram a indefinição sobre as eleições por mais ou menos um ano, até que Damo fosse oficialmente empossado (nesse período, o então presidente da Câmara, Diniz Lopes – irmão mais novo do Manoel que fez a representação – governou a cidade interinamente, aumentou os salários dos servidores e formou uma base de eleitores que lhe rendeu 17% dos votos em 2008, quando se candidatou a prefeito).

Eu me lembro de passar pela malfadada exposição Túnel do Tempo. Era uma espécie de tenda em forma de, bem, túnel, com imagens históricas, alguns textos, coisa e tal, colocada no centro da cidade. Não vi nada demais e estranhei quando veio a notícia da cassação com base naquilo. Depois me explicaram que fazia parte da exposição um vídeo que tinha menções positivas a Marcio Chaves, que era secretário de Saúde na administração Dias. Segundo matéria que resgatei do Terra: “De acordo com a decisão, a exposição foi realizada fora do prazo legal de três meses que antecedem as eleições. Pires teria infringido o Artigo 73 da Lei Eleitoral, que caracteriza o ato de propaganda institucional proibida.”

Pois bem. A justiça eleitoral considerou justa a cassação da candidatura de Marcio Chaves por conta de um vídeo em uma exposição realizada por alguns dias no centro da cidade, o que provavelmente deve estar certo. Mas cabem algumas ponderações. Mauá não é São Paulo, mas é uma cidade grande, com mais de 200 mil eleitores. O tal vídeo poderia ter algum efeito, mas não creio que fosse determinante. Tanto que os jornais da região deram (me lembro bem) a foto de Damo sendo prematuramente empossado pela juíza, mas não fiquei sabendo de nenhuma repercussão ao tal do vídeo antes da decisão da justiça.

Agora, a mesma justiça aprecia o pedido de cassação da candidatura Kassab. Todo mundo no estado de São Paulo sabe qual foi o fato que levou ao pedido, o tal do checão. E todo mundo sabe porque a foto do ato apareceu na capa dos dois maiores jornais do estado e do país. E Kassab não é secretário municipal, é o próprio prefeito. E apareceu do lado do governador do estado, seu principal apoiador e padrinho político (atual, antes ele teve outros).

E a decisão (tanãm!) é uma multa de R$ 5.320,50. A diferença de pesos e medidas sempre me impressiona.

PS: Para quem tiver paciência, veja aqui um vídeo que demonstra o alto nível da argumentação contra os petistas na cidade.

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O que querem que eu faça?

Postado em Cidadania.com

Que fique aqui vertendo chavões pró-Marta ou anti-Kassab enquanto a petista e o resto do grupo político de Lula se acovardam diante da mídia?

Cobram-me engajamento na campanha de Marta Suplicy. Paralelamente, analiso o quadro político de uma perspectiva mais ampla e ao longo do tempo, e a estratégia do grupo político de Lula para enfrentar o de Serra.

Em vez de falar da campanha em São Paulo, prefiro analisar se existe razão para esse otimismo do grupo de Serra em relação a 2010 e se o grupo de Lula tem razão na estratégia que adotou para enfrentar o governador paulista.

Primeiro, temos que ter em mente um horizonte mais amplo. Um blog como este não muda nada fazendo campanha. Ainda mais quando se trata de uma campanha cuja estratégia é a de demonização do adversário, por mais que esse adversário esteja ao lado do pior da política brasileira e por representar um previsível fracasso em sua administração da maior cidade sul-americana, atirada num caos urbano que em parte nenhuma do país chega aos pés do caos paulistano.

Prefiro discutir se eventuais fracassos do grupo de Lula em Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, no pior cenário que se possa imaginar, configurariam a derrota política expressiva que estão dizendo que seria.

Quantitativamente falando, em termos de coeficiente eleitoral, a parcela vitoriosa dos eleitorados dessas cidades menos a parcela derrotada produz um contingente de eleitores que pouco deve passar dos 5 milhões de pessoas num eleitorado que já passa muito da centena de milhão de eleitores.

Ao especular sobre o cenário mais sombrio de todos, ainda assim sobram motivos para relativizar uma improvável vitória completa dos conservadores no Nordeste, no Sul e no Sudeste do país. Até porque, seriam vitórias em centros urbanos densamente povoados e o excedente anti-Lula nesses centros, que permitiria tal vitória conservadora, numericamente não chega a ser representativo no conjunto do eleitorado brasileiro.

No limite, é bom lembrar que uma capital conservadora como São Paulo está presa num cinturão de grandes cidades limítrofes onde o grupo de Lula está vencendo. Além disso, o PFL e o PSDB sofreram uma expressiva redução no número de prefeituras que governam, enquanto que o PT foi o que mais ganhou. Essa redução das administrações municipais da direita, por paradoxal que seja, praticamente pôs fim ao partido de Gilberto Kassab.

A partir do ano que vem, o mal chamado Democratas não governará mais nada relevante – e até irrelevante – politicamente além de São Paulo. Um partido com um número desprezível de prefeituras perde em capilaridade e em capacidade de renovação de sua bancada federal, e isso terá reflexo na eleição do novo Congresso em 2010.

Contudo, não se pode subestimar o peso político e econômico dos governos conseguidos pela direita. Ainda mais quando se leva em conta que o grupo político de Serra controla todos os grandes meios de comunicação do país.

A capacidade dessa gente de criar escândalos envolvendo seus adversários agora ganhará o apoio de dezenas de milhões de pessoas, entre as quais estão as mais influentes e poderosas do país, sem falar que os orçamentos dos governos estaduais e municipais do grupo de Serra conferem uma “capacidade de convencimento” enorme a esse grupo.

A mídia se converteu numa arma de permanente bombardeio do grupo político de Lula. Pode criar escândalos a partir do nada na hora que queira. Inventou um dossiê contra FHC, um grampo contra Gilmar Mendes e, ontem, para desmentir a menina Nayara, o assassino Lindemberg, os vizinhos “de parede” de Eloá e os peritos, todos os que afirmam peremptoriamente que não houve tiro antes da explosão, a mídia pôs no ar imagem de anônimos com rosto e voz distorcidos que dizem que houve o tal tiro.

Enquanto isso, o PT preferiu apelar para a principal arma da direita (difamação) em São Paulo, por exemplo, em vez de levantar um debate que esvaziaria o poder da mídia de se apresentar como juíza da partida, ou seja, dizer claramente à sociedade que a mídia é atriz no processo político. Que é jogadora, não juíza.

Se fizesse isso, o grupo de Lula anularia um importante ativo da direita. Bastaria ter usado o horário eleitoral em São Paulo para carimbar nas costas da mídia a pecha de partidária da direita no Brasil. Isso se espalharia como fogo, levantaria a militância.

Mas como fazer se Lula chega a ir prestigiar eventos da Veja? Como fazer se Marta Suplicy dá de bandeja a seus adversários a oportunidade de inverter os papéis de vítima e feitor do preconceito?

Lula continua acreditando que poderá ser aceito pela elite algum dia. E subestima o poder da mídia de fazer a crise internacional entrar mais no Brasil do que deveria, através daquele tipo de profecia auto-realizável na qual infunde-se desânimo e medo nos agentes econômicos, estes se paralisam e aos próprios negócios e, assim, vai se criando, artificialmente, uma situação recessiva que acaba por provocar quebradeira e desemprego...

Onde está o presidente Lula, que, até agora, não falou nem uma vez à nação, em cadeia nacional de rádio e tevê, sobre a crise no mundo rico? Por que ele deixa a mídia difundir esse pânico como quer?

Assim fica difícil, meus amigos. Não adianta eu exortar vocês para irmos às ruas protestar – e sem que se dê qualquer repercussão ao nosso esforço – enquanto o grupo de Lula contemporiza com a direita e dá à mídia o privilégio de poder se apresentar como juíza do processo político.

Corre um boato por aí, um boato que encanta até uma parte da esquerda, de que Lula quer queimar Dilma em 2010 para ele voltar nos braços do povo em 2014. Tenho uma certa dificuldade em aceitar essa hipótese. Será que Lula seria tão burro assim?

Serra pegando um país arrumadinho em 2010 – e com blindagem de uma mídia que o próprio PT e Lula sempre prestigiaram e pouparam de críticas –, o capo paulista pode se transformar no dono do país. Faria perseguições políticas usando as instituições do Estado e a mídia, aprovaria mudanças na Constituição que, além de tudo, permitiriam que se eternizasse no poder, e tudo isso, repito, com todos os grandes meios de comunicação apoiando – tevê, rádio, grandes portais de internet, jornais, revistas...

Em suma: o que querem que eu faça? Que fique aqui vertendo chavões pró-Marta ou anti-Kassab enquanto a petista e o resto do grupo político de Lula se acovardam diante da mídia? Melhor eu tratar de vender minhas pecinhas, porque os tempos ficarão bicudos se Lula e seu grupo não acordarem e partirem para o enfrentamento político. Se fizerem isso, estarei na linha de frente.

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

É muito bom falar a verdade

Postado em Guerrilheiros Virtuais


Posturas diferentes

Em chat do IG, Marta diz que o que a diferencia de Kassab é que ela fala a verdade
Ao participar do vídeo-chat do Portal IG, Marta deixou claro a diferença entre as duas candidaturas que disputam a eleição de domingo. Como o adversário passou a apresentar propostas similares às da candidata da coligação Uma Nova Atitude para São Paulo, um internauta questionou qual seria a principal diferença entre os dois. “A principal diferença é quem fala a verdade e quem não fala”, resumiu Marta.

Marta apontou várias incongruências entre as propostas do adversário e suas práticas políticas. Ela escolheu os CEUs como principal referência dessa contradição, ao lembrar que Kassab diz que fez 25 desses equipamentos públicos, quando, na verdade foram apenas 14, já que os demais estão em obras ou nem começaram a ser construídos. O episódio do desafio que Kassab fez a Marta, no debate da Record, para vistoriar o CEU Formosa foi lembrado. “Mostrei que o CEU está começando a terraplanagem, enquanto o prefeito mostrou no computador um projeto de como vai ficar o CEU”, disse.

“Eu fiz os CEUs e acredito neles. Eles não acreditam no conceito de RedeCEU, que promove inclusão social”, disse Marta, mostrando reportagem do Jornal Agora, em que Kassab diz, com todas as letras, que: “Construção de CEU não é prioridade”. “É como a história das creches. Ele diz que vai zerar as 110 mil crianças fora de creche, o que significaria construir uma creche a cada dois dias”, afirmou Marta.

A candidata voltou a defender o conceito da RedeCEU, que prevê toda criança da rede municipal de educação terá acesso a teatros, piscinas, cinemas, cursos de música e áreas de lazer. “Eles [PFL/DEM] não acreditam que a pessoa mais carente mereça essa janela de inclusão e oportunidades”, criticou. Marta disse ainda que seu sonho é que a classe média volte a disputar as vagas das escolas públicas, como era há 50 anos atrás. “Se tivermos um transporte excelente, também, a classe média vai deixar o carro em casa”, acrescentou.

Pensar grande

Como a ousadia dos CEUs, Marta quer também que São Paulo tenha internet gratuita na cidade inteira e que seja um pólo mundial de tecnologia. Ela contou que o BID já se interessou em financiar um pólo de pesquisas e indústria de tecnologia. “São Paulo tem que pensar grande. São Paulo é uma Berlim”, disse ela, falando da cidade européia que tem internet banda larga gratuita.

“São Paulo não pode ficar sem grandes projetos. A Coréia do Sul deu esse salto tecnológico, mostrando que é possível. Nós vamos qualificar a população para essas novas tecnologias”, declarou a candidata.

Marta ficou surpresa ao saber que o brasileiro é o internauta que mais fica conectado no mundo. Perguntada sobre sua proposta de internet banda larga gratuita, Marta contou que o presidente Lula tem todo o interesse em investir em tecnologia, como já tem demonstrado. O governo federal pretende ativar um projeto de financiamento de compra de computadores para populações carentes, com prestações de R$ 30 por mês. “Como o custo da internet é de cerca de R$ 60 ao mês, valerá a pena comprar um computador e usar a rede gratuita da Prefeitura”, ponderou.

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Eleições 2008: Sampa

Na Prática a Teoria é Outra

A impressão que se tem é que em São Paulo não há segundo turno. A escorregada da Marta na propaganda, somada a um cerco de mídia impressionante (todas as TVs, todos os Jornais com Kassab - na verdade, com Serra), praticamente cancelaram a primeira semana de campanha. A campanha parece ter começado agora, mas a diferença é muito, muito grande.

E tem uma coisa que eu não entendo: não vi praticamente nenhum gesto para atrair eleitores tucanos.

Talvez essa eleição fosse invencível, com duas facções representando 60% do eleitorado disputando do outro lado. Mas a diferença está grande demais.

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Três lances da mídia pró-Kassab

Postado no Blog do Miro

Na reta final do segundo turno das eleições para prefeito de São Paulo, a mídia hegemônica tirou a máscara de vez e mostrou que está totalmente engajada na campanha do demo Gilberto Kassab, “laranja” do governador tucano José Serra. Em três lances, ela confessou que encara esta batalha como estratégica, como uma prévia da sucessão presidencial de 2010, e que está comprometida até a medula com o retorno a Brasília do bloco liberal-conservador desalojado por Lula em 2002.

O primeiro lance se deu com a celeuma sobre a peça publicitária da campanha de Marta Suplicy que indagava se Kassab “é casado e tem filho”. A mídia taxou o comercial como preconceituoso e passou a bombardear a candidata. Num lance de hipocrisia sem precedentes, a mesma mídia que devastou a vida da ex-prefeita resolveu posar de “politicamente correta”. O jornal Folha de S.Paulo, que mantém sólida relação com José Serra, foi o mais inescrupuloso na manipulação.

O “trabalho sujo” da Folha

O próprio ombudsman da Folha, Carlos Eduardo Lins da Silva, chiou contra a abjeta cobertura. Na sua coluna de domingo, ele contabilizou os petardos contra Marta Suplicy em apenas cinco dias. “O estado civil de Gilberto Kassab (DEM) gerou quatro chamadas de capa, 11 abres de página, 24 matérias, oito colunas, seis notas, 19 cartas de leitores, 1.172 centímetros de textos noticiosos (cerca de quatro páginas cheias). Até o correspondente em Pequim foi mobilizado para escrever sobre o assunto... Este exagero despropositado é grave erro editorial”.

Mas não se trata apenas de “grave erro editorial”, mas sim de uma opção político-eleitoral. Como reconheceu o ombudsman, a cobertura provocou “desequilíbrio total” na disputa. “Marta Suplicy recebeu nestes cinco dias uma carga de matérias negativas absolutamente desproporcional em relação o seu adversário.... Ao estimular o bate-boca indigente e ajudar para que o insinuado na propaganda do PT ficasse explícito, o jornal abriu mão de fomentar o debate sadio. Ele nunca deveria se prestar ao trabalho sujo que outros veículos fazem com muito prazer e competência”.

Globo: “chapa-branca” de Serra

O segundo lance da campanha midiática pró-Kassab se deu com a “guerra das polícias” ocorrida em frente ao Palácio dos Bandeirantes. O grosso da imprensa simplesmente isentou o governador José Serra de culpa no conflito, que resultou em 23 feridos. A TV Globo foi a mais descarada na blindagem ao tucano, evitando desgastar o seu candidato às vésperas da eleição. Numa cobertura que relembrou os períodos sombrios da ditadura, a emissora repercutiu apenas as graves mentiras do governador, que se recusou a negociar com os grevistas e culpou o PT e PDT pelo confronto.

O experiente repórter Rodrigo Vianna, que saiu da TV Globo devido à violenta manipulação das eleições presidenciais de 2006, denunciou no seu novo blog. “A emissora do Jardim Botânico transformou a cobertura da ‘guerra entre as polícias’ num diário oficial de José Serra. A ordem era proteger o governador, dizem-me colegas que trabalham na Globo de São Paulo e que pedem anonimato. Conversei no sábado com três deles: a orientação aos editores era botar no ar trechos imensos de uma entrevista chapa-branca com o Serra, escolhidos a dedo pela direção global”.

Ligações promíscuas com Ratzinger
“Quando saí da TV Globo, em 2006, escrevi uma carta interna aos colegas em que rememorei – entre outros – o episódio das ‘perguntas feitas sob encomenda’ para José Serra, numa entrevista ao vivo no SP-TV, às vésperas da eleição. Três jornalistas, diretamente envolvidos na entrevista, contaram-me essa história, ali nos corredores da Globo: As entrevistas com os outros candidatos foram feitas sem interferências, com perguntas duras, como é de se esperar numa cobertura normal. Na vez de Serra, o Ratzinger pediu para ver as perguntas que seriam feitas. Desde sua caverna no Rio de Janeiro, ele deu ordens para mudar tudo e aliviar as coisas para o tucano”.

O episódio rememorado por Rodrigo Vianna confirma a antiga e promíscua relação entre o grão-tucano e a poderosa Rede Globo. Ali Kamel, diretor de jornalismo da emissora, leva a alcunha de Ratzinger, nome original do atual Papa, famoso por seus atos obscurantistas na época em que era responsável pela censura na Congregação da Doutrina da Fé. Segundo Rodrigo, “Ratzinger é um manipulador nato, um agente das sombras. Ainda vai provocar muitos estragos na audiência da TV Globo... Ele está mais preocupado em agradar o governador do que em fazer jornalismo”.

Omissões na morte de Eloá
Logo na sequência, o terceiro lance da manipulação pró-Kassab. No caso do seqüestro em Santo André, que resultou na morte da jovem Eloá Pimentel, a mídia novamente isentou o governador. Os graves erros cometidos na ação policial não sofreram maiores críticas. Quando do acidente da TAM, a mídia se apressou em culpar o presidente Lula. Caso a esquerda governasse São Paulo, seria o maior bombardeio contra a operação desastrosa. Mas como é José Serra, a mídia evitou averiguar as responsabilidades. Isto poderia prejudicar seu candidato a prefeito, o demo Kassab.

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Só multa: "Justiça" eleitoral premia crimes

Postado no Esquerdopata

O juiz Marco Antonio Martins Vargas decidiu nesta quinta-feira (23) aplicar multa de R$ 5.320,50 contra o candidato à reeleição em São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), por evento de repasse de investimentos ao metrô paulistano. Ele julgou parcialmente procedente ação em que Marta Suplicy (PT) pede a impugnação da candidatura de Kassab.

R$5.320,50 é menos do que o Kassab gasta por hora de campanha.

Essa decisão significa "Pode fazer o que quiser, Serra, que a gente garante."

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Ah, meu pai...

Postado no Bodega Cultural

O título é a expressão de decepção da minha filha, Cecília, de 10 anos, após gravar a voz de sua mãe cantando "Pra alcançar". Que me perdoem os companheiros, mas eu o repito todas às vezes que leio os blogs que apóiam Marta. São verdadeiras vitrines que só tem servido, até agora, para aumentar a popularidade do oponente dando-lhe mais visibilidade.

Apesar de não acreditar nos números das pesquisas, acintosamente manipuladas (lembram do episódio da Bahia?), eu usaria uma estratégia diferente. Colaria banners da Marta, feliz e sorridente, com seu olhar vitorioso, dizendo o que fez e fará depois de eleita prefeita por São Paulo em toda parte.

Marta, indiscutivelmente melhor.

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Avisa os caras

Postado em Chuta que é Macumba

Avisa lá na Barão de Limeira que o promotor do Ministério Público de São Paulo Eduardo Rheingantz deu parecer favorável à cassação da candidatura de Kassab no caso do checão do metrô. Avisa que, segundo o promotor, "os representados ─ especialmente o presidente do Metrô e o candidato Kassab, que são agentes públicos ─ usaram bens públicos móveis e imóveis para fins eleitorais. (...) De fato, fosse uma mera cerimônia administrativa de repasse de recursos ─ como sustentam os representados─, não precisava ser um espetáculo".

Avisa pros caras que isso não merece uma mera notinha de canto. A coisa é pra manchete de primeira página, com letras garrafais. Também deveria ter esse chamariz o lance do CEU Formosa, que o Kassab chamou o povo todo e não apareceu. Kassab é o Arnesto que o João Rubinato cantou, e a Marta e o povo foram e não encontraram ninguém...

Tem que dizer pra Falha e pro Estadão que hoje acontece nova manifestação da polícia civil, e quando o governador for falar é pra cobrar uma postura digna de governador, e não de um omisso que joga a culpa de suas cagadas nas costas dos outros. Passa lá no Limão e avisa pros Mesquita que seria bom aproveitar e perguntar sobre cratera no metrô, contratos suspeitos com a Alstom e as tentativas fracassadas de privatização da Cesp. Fala pros Frias se queixarem da nossa espera sebastiana pelo Rodoanel.

Aproveita e passa lá na Chucri Zaidan, pede pra falar com o Tramontina e com o Chico Pinheiro. Fala pros dois que não é pra ficar torcendo pro generalzinho quando estiverem no ar, nem ficar suspirando pela careca do Serra nas exclusivas que o governador dá só para eles.

E já que tá no pique, passa na Lapa e fala pro pessoal da Cultura que não precisa transformar a emissora pública em emissora do governador só porque é o Serra quem assina o contracheque.

Avisa, porque tá difícil...

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MP dá parecer favorável à cassação da candidatura Kassab pelo cheque dado ao metrô

Postado no Futepoca

É claro que vão fazer de tudo pra não dar em nada, mas não custa registrar: o promotor eleitoral Eduardo Rheingantz apresentou parecer favorável à ação em que Marta Suplicy (PT) pede a impugnação da candidatura de Gilberto Kassab (DEM), com quem disputa a Prefeitura de São Paulo. Em solenidade na quarta-feira passada, dia 15, o atual prefeito repassou R$ 198 milhões ao governo do Estado para investimentos em obras do metrô. No ato, em que recebeu uma réplica de um cheque de 1 metro e meio das mãos de Kassab, o governador José Serra (PSDB) exaltou a parceria com o prefeito. O parecer do procurador é levado em conta pelo juiz eleitoral no momento de proferir a decisão final no processo. A representação ainda será julgada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da capital paulista e Kassab só tem a candidatura cassada caso a decisão seja confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pergunta que não quer calar: por que, em vez de dar dinheiro ao metrô, a Prefeitura de São Paulo não faz o dever de casa e resolve os problemas do trânsito que são de sua própria alçada?

O TRE deve julgar o pedido nos próximos dias. O TSE anunciou que vai acelerar o julgamento dos recursos de impugnação de candidaturas para que não haja atraso até a posse dos eleitos. A representação foi protocolada no último dia 17 por Marta, que acusa - corretamente - Kassab de utilizar a máquina na campanha à reeleição. A foto com Serra e o cheque foi veiculada no site do candidato. "Com efeito, os representados - especialmente o presidente do Metrô e o candidato Kassab, que são agentes públicos - usaram bens públicos móveis e imóveis para fins eleitorais", diz o procurador, no parecer. "De fato, fosse uma mera cerimônia administrativa de repasse de recursos, -como sustentam os representados -não precisava ser um espetáculo, que contou inclusive com artifícios visuais", completou o procurador, que defende que a representação deve ser julgada procedente.

Cinicamente, a assessoria do candidato do DEM alega que a cerimônia foi realizada respeitando-se a legislação eleitoral. A mídia finge que acredita e todo mundo fica feliz. Ah, se fosse a Marta a fazer um negócio desses...

Kassab cassado com checão do Metrô colado em Serra

Postado por Afinsophia

As eleições de São Paulo, assim como as do Rio de Janeiro, sempre tiveram uma importância para os nortistas. No caso do Rio, levando-se em conta alguns amazoniquins metidos a janotas e intelectuais, por exemplo, no seu preconceito, considerando atavismo o fato de serem cabocos (sem “l”), caboquinhos, cabocões, iam passar duas semanas em Copacabana (ninguém nunca chegou dizendo que havia ido para a favela da Rocinha) e, como dizia Jackson do Pandeiro, voltavam falando Carioca. No caso de Sumpa, mesmo tendo diminuído governo Lula um pouco a dependência, principalmente econômica, mas também de hábitos, gostos, subjetividades do Norte e Nordeste ao Sudeste, ainda é por lá que circula a grande maior parte do PIB nacional. Então, é por lá que ainda são, em certa medida, ditadas as políticas econômicas para o restante do país. Manausianamente falando, devido à frágil falácia do Modelo Zona Franca de Manaus, sempre se cogita uma permanente tentativa de terminar/despotencializar a ZFM. Às vezes ocorre de um produto sair de Manaus somente para ser finalizado em São Paulo, voltando duas/três vezes mais caro. Acrescente-se que SP tem a maior densidade eleitoral do país e, por isso, dependendo de quem for eleito, pode ajudar na democratização das políticas econômicas ou, ao contrário, instituir de vez uma ditadura macroeconômica. Ausência de política e de economia, o que é ruim para São Paulo, São Luís, Manaus…

MINISTÉRIO PÚBLICO FAVORÁVEL À KASSABÇÃO

Aconteceu que a campanha de Marta Suplicy (PT) entrou, no dia 16 deste mês, com um pedido de cassação a Gilberto Kassab (DEM-PFL), acusando-o de ter, no dia anterior, usado a máquina pública em benefício próprio e eleitoreiro, ao ter pousado, junto ao governador José Serra (PSDB) com um checão do investimento da Prefeitura de SP nas obras do Metrô, que foi documentado em fotografias disponibilizadas no próprio site da campanha de Kassab. Foram pedidas também multas ao atual prefeito e candidato à reeleição e ao presidente do Metrô, José Jorge Fagali.

Ontem, o promotor eleitoral Eduardo Rheingantz, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, emitiu parecer favorável ao pedido de cassação: “A utilização do espaço público na campanha do candidato remete à conduta vedada”. O parecer do Ministério Público será anexado ao processo corrente na Justiça Eleitoral. Segundo Rheingantz, a ação poderá ser julgada hoje.

Se a Justiça Eleitoral confirmar a kassabção, não será apenas um grande exemplo para o restante do país para reduzir a histórica corrupção eleitoral do país, mas, principalmente, será a afirmação democrática de que os tempos são outros, que não existe privilegiados acima da lei, utilizando-a a seu corruptível prazer, enquanto a dor vai para a maioria da população, neste caso, não só de São Paulo, mas de Ananindeua, Rio Branco, São Paulo de Olivença, Iranduba, Lago do Calado, Vai-Quem-Quer…

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Duas cabeças e uma oportunidade desperdiçada

Postado no Blog do Menon

A esquerda caminha para uma derrota melancólica, apesar de previsível, na maior cidade do Brasil. Previsível porque apesar da união de forças progressistas (PT, PCdoB, PSB e PDT), Marta nunca foi favorita. A esquerda nunca é favorita em São Paulo. A não ser quando enfrenta Paulo Maluf, como em 1988 e 2000. Perdeu duas vezes para mulheres.

Melancólica porque a candidatura Marta, talvez embalada pelos índices iniciais, jogou na retranca. Ficou "administrando o resultado", como diz um dos jargões do futebol e foi derrubada pela onda Kassab ainda no primeiro turno.

Algo triste, porque Marta é uma mulher forte e combativa. Defende ótimas posições políticas e tem no seu currículo uma administração exemplar e inovadora. Criou o bilhete único, criou os CEUs e modernizou o centro. Triste foi vê-la enquadrada em regras de marketing. Acho que se acabasse o horário eleitoral, a esquerda se daria muito melhor.

O PT, em sua caminhada para o centro, está correndo o risco de se parecer muito com os tucanos. São duas cabeças da social-democracia (se tanto). E aí, fica fácil para a imprensa golpista escolher o seu lado e influenciar as eleições. O que não foi conseguido nas duas eleições de Lula (goleadas em Serra e Alckmin), conquistou-se agora.

A imprensa pautou o debate. E a sexóloga que sempre defendeu os direitos dos homessexuais foi tachada de homofóbica. Do outro lado, um homem que nunca teve posição sobre nada.

A discussão ficou resumida a "quem fez mais Ceus?". "É melhor carregar na catraca ou fora da catraca?".

O que deveria ter ficado claro é que: só existe bilhete único porque a Marta fez. Só existe eleição direta porque o PT lutou por isso. Só existe CEUs porque a Marta criou.

Dizer assim, cara a cara. Não adianta ficar falando que o homem copia. Isto é muito pouco.

É legar carregar na catraca? É muito mais do que legal. E isto não foi mostrado. Quantas tempo uma pessoa gasta para ir à lotérica? Como seu dia a dia é prejudicado por não carregar na catraca. Quantas vezes alguém teve de descer do ônibus?

O PT não mostrou como é muito melhor do que o DEMO. Como a cidade poderia ter sido melhor se a Marta continuasse.

Mesmo assim, poderia perder. Mas eu não estaria aqui, contando as horas para que tudo acabe rapidamente e eu não precise mais escutar a musiquinha do Kassab.

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Deixa a Marta Trabalhar

Postado por HorizonteVermelho




Aqui você pode dar o download do tone para seu celular ou blog

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Kassab, um produto do agitprop da mídia corporativa

Publicado no Blog do Mello.

Leia esta reportagem sobre Kassab, de março deste ano, publicada no G1, Portal de notícias das Organizações Globo:



Datafolha: paulistanos dão nota 3,9 para Kassab

Segundo pesquisa, prefeito tem 42% de avaliação 'ruim' ou 'péssimo'.
Para 15%, gestão é boa ou ótima. Índice é semelhante ao de Celso Pitta.

A gestão do prefeito Gilberto Kassab (PFL) em São Paulo é considerada ruim ou péssima por 42% dos paulistanos, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 19 e 20 de março, com margem de erro de três pontos para mais ou para menos, e divulgada nesta segunda-feira (26). De acordo com o instituto, o índice de rejeição anterior era de 33% - na pesquisa, foram ouvidas 1.092 pessoas com mais de 16 anos.

Com seus 42% de rejeição, Kassab, que completa 1 ano de mandato no sábado, tem o mesmo índice que o ex-prefeito Celso Pitta (1997-2000) após um ano de gestão. Pitta saiu com 81% de rejeição. [a reportagem completa está aqui]


A pesquisa do Datafolha, que dava a Kassab a mesma péssima avaliação de Celso Pitta, completou sete meses há três dias.

O que mudou de lá pra cá? Kassab fez durante esse período o que não havia feito antes?

O que aconteceu foi a mais articulada estratégia de propaganda política dos últimos tempos, e que vou chamar aqui de agitprop da mídia corporativa, porque a agitação ocorreu apenas na mídia e teve como objetivo alienar, silenciar e desmobilizar as ruas.

O que definiu a provável eleição de Kassab (e é provável, porque a eleição é apenas no domingo, e é necessário conquistar votos para Marta até as cinco da tarde desse dia) foi o comportamento da mídia corporativa.

Num primeiro momento, congelaram Marta (que tinha sua candidatura ignorada, e, quando não ignorada, criticada), enquanto se dedicavam a desconstruir Alckmin. O candidato Chuchu, que nas eleições presidenciais há dois anos só tinha qualidades, era um exemplo de gestão etc., passou a ser um político medíocre, caipira, cheio de ambições pessoais, incapaz de ceder em nome de um objetivo maior – a estratégia de levar Serra ao Planalto em 2010.

Ultrapassado Alckmin, chegou a vez de Marta. A campanha contra Marta e a favor de Kassab (nunca esquecer que Kassab é Serra) foi e é tão intensa, que nem os gravíssimos fatos das últimas semanas (enfrentamento das polícias em frente ao Palácio Bandeirantes e a desastrada ação da polícia de Serra no seqüestro de Santo André) conseguiram tirar um pontinho do candidato demo-tucano, de acordo com as pesquisas.

Se for confirmada nas urnas a vitória de Kassab, os adversários de Serra temos que começar a trabalhar já, de olho em 2010, para enfrentar o agitprop da mídia corporativa. Ou o governo vai parar nas mãos deles.

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Por que AGORA sou Marta

Postado no Com Fel e Limão

Declarar o voto publicamente tem suas implicações. Uma delas é ter de justificá-lo. No primeiro turno, votei Renato Reichmann, e justifiquei aqui. Agora vou de MARTA. Por várias diferenças técnicas (bem ao gosto do PSDB) e uma política. Talvez a política seja a que mais me impulsiona, mas as técnicas são as seguintes, ponto a ponto, e "comparando gestões":


1 - EDUCAÇÃO: Marta "criou" os CEUs (a idéia é do saudoso Brizola, ressalte-se). Muito criticados, à época, conversinha de "faraônico" e tal. A verdade é uma só: é um dos projetos de maior impacto socio-educativo junto às áreas onde foram criados. Dão aos moradores do entorno uma sensação de INCLUSÃO numa cidade altamente excludente como SP. O cara trabalha no Club Athletico Paulistano de faxineiro e, perto de sua casa, vê um CEU e não baba mais pensando na piscina do bacana. Serra não queria os CEUs, Kassab foi FORÇADO pela população (e pelo orçamento) a não esquecer a idéia. A distribuição gratuita de uniformes e material escolar foi iniciada na gestão Marta. O transporte escolar gratuito foi outra grande iniciativa da ex-prefeita. Veja que NENHUMA dessas ações foi descontinuada por Kassab, mas algumas ações adjacentes a estas foram desvirtuadas: as atividades culturais dos CEUs foram reduzidas/pioradas, o "Vai-e-volta" virou "TEG" e seu raio de atuação foi diminuído. Os uniformes foram distribuídos atabalhoadamente. O "Choque de gestão" explica muito sobre isso, mas não vou me alongar. Vejam vocês mesmos.

2 - SAÚDE: nesse ponto, os dois foram mal. Mas Marta foi menos pior, uma vez que pegou o sistema DESTRUÍDO por Maluf/Pitta. Dos quatro anos que governou, passou três "arrumando a casa". Kassab, agora, nada de braçada no trampo da Marta. Lamentável o desmonte do Programa de Saúde da Família pelo "Chucky", direcionando os recursos da Saúde para a construção das tais AMAs (muitas delas são antigas UBS disfarçadas). No ano passado, utilizei os serviços de uma UBS, e vi, (em 2007!), prontuários preenchidos à mão pelos médicos. Um hemograma demorou QUINZE dias para ficar pronto. Mas o cheiro era de "tinta nova" nos corredores.

3 - MOBILIDADE URBANA (tucanaram o transporte!): Aí, meu camarada, não tem pra ninguém: Marta GANHA LONGE em qualquer aspecto que se olhe a questão. Quem fala é um cara que passou os últimos seis anos como taxista na cidade. Nunca imaginei que alguém conseguisse trabalhar com a máfia dos transportes em SP e dar um jeito naquela zona. Peruas e táxis clandestinos infestavam a cidade; ônibus velhos, clandestinos e inseguros circulavam livremente. A mulher conversou até com o PCC (!) e implantou bilhete único e as cooperativas (Microônibus). Ah, MUITO importante: José Serra, Alckmin e cia. bela BOICOTARAM o bilhete único, segurando até os 44 do segundo tempo sua integração com Metrô e CPTM, alegando absurdas questões técnicas e financeiras. Quando ganharam a a eleição, liberaram NA HORA. Lembram disso?

Kassab e seus irmãos, CONSULTORES DO SINDICATO DAS EMPRESAS DE ÔNIBUS reduziram as partidas dos coletivos, impediram a recarga na catraca alegando "fraude" e não construíram os corredores previstos, por exemplo, nas avenidas Braz Leme (os bacanas da região não queriam) e Brasil (os bacanas da região também não queriam). Os "túneis que acabam em semáforos" eram necessários, e só quem já ficou preso vinte minutos na confluência RebouçasxFaria Lima pode dizer, mas foram construídos na direção errada (os buracos eram pra serem feitos NA FARIA LIMA, não na Rebouças). E a maior "obra viária" do Kassab – a "ponte chiquérrima", foi UM ERRO DOS DOIS: Marta começou, ele terminou. Veja o link e refresque a memória.

4 - OCUPAÇÃO:
Marta, depois de muita luta (e concessões absurdas, diga-se) aprovou um Plano Diretor para a cidade. Isso é um grande avanço para colocar um pouco de ordem nessa bagunça. Marta tem ao seu lado pessoas mais competentes pra tratar a questão, enquanto Kassab é mui amigo de especuladores imobiliários do tipo Cyrella, Chap-Chap e quejandos. Enquanto Marta pensa, ao urbanizar a favela, na condição social do morador (vide o Parque do Gato), Kassab adota um "jeito Maluf de ser", achando que é só construir o prédio e colocar as pessoas dentro. Veja o estado dos Cingapura. Veja como era o Parque do Gato e como está agora, depois que a assistência social colocada no empreendimento foi defenestrada (gasto inútil, segundo eles). Muito antes de ganhar a chave da sua nova casa, o morador tem de aprender a viver nesse novo cenário. Senão vira uma favela em formato de edifício.

E, por último, mas não menos importante, a questão POLÍTICA: votar em Kassab significa votar em JOSÉ SERRA. Kassab é um zé-ninguém político, tanto é que as pessoas, para justificarem seus votos kassabistas, não falam a favor dele, falam CONTRA MARTA. Só que o perigo verdadeiro é avalizar Serra, que governa SP em companhia das aves bicudas há um século e o maior estado do Brasil é isso que vemos por aqui. E "as aves que cagam enquanto voam" estão voando para o planalto. VADE RETRO!

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Kassab já está sentindo a pressão

Postado no Roda de Conversa

Kassab já está sentindo a pressão e a mudança de clima que está tomando conta das ruas, várias pessoas e a militância estão indo a luta para conversar com a população e mostrar as mentiras e falácias desse prefeito que tenta se passar por santo, tenta esconder o seu passado, mas tem Pitta e Maluf como um dos que apoiou no passado e que agora renega.

Vejam o que Kassab pede em seu sítio na Internet:

ALERTA GERAL: OLHOS ABERTOS, OUVIDOS ATENTOS, HUMILDADE E CABEÇA ERGUIDA!

"Nesta reta final de campanha, os boatos contra Kassab se avolumam, e as provocações se tornam cada dia mais fortes. Acusações e calúnias são espalhadas. Ameaças são anunciadas. Vamos manter os olhos abertos, ouvidos atentos e denunciar à polícia, à Justiça eleitoral os atos criminosos que presenciarmos contra nosso candidato."
A máscara está caindo, Kassab!

Na Zona Sul vários movimentos estão nas ruas conversando com para comunidade a verdadeira história do Kassab, que não existe a cidade das maravilhas que ele diz ter construindo, tudo não passa de contos de fada.

Vejam a carta abaixo sobre a realidade da saúde! Isso você só vê por aqui!

Saúde Kassab!

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Desmistificar o engano Kassab: missão de todos que lutam por uma cidade democrática

Postado em Nas Retinas.


Em 2005 e 2006, diante das matérias absurdas e fantásticas da revista Veja (o verdadeiro Almanaque Abril) sobre o presidente Lula e a campanha eleitoral, houve uma reação intensa de uma parcela do público na Internet para reduzir o número de assinantes da revista. Eles sentiram o baque. Recentemente começaram até a vender filmes com a revista, utilizando uma tática de marketing baixa para ampliar a presença nas bancas.

Com Kassab pode ser a mesma coisa. É preciso desmistificar para os cidadãos de São Paulo a peça de marketing que é Kassab, um político construído pela imprensa paulistana para consolidar o poder político de José Serra e sua candidatura para 2010.

Kassab está sendo construído pela manipulação de imprensa, que produz pautas favoráveis ao canditado em jornais, rádios e TVs para driblar a lei eleitoral, que não verifica este tipo de prática que influencia o eleitorado. A mídia paulistana trabalha, como sempre, na brecha da Lei.

Entenda como isso acontece. Para beneficiar Kassab, a imprensa paulistana distribui pautas de serviços públicos, que se refiram às atuais ações da prefeitura, para levar ao eleitor um aspecto de boa administração generalizada, competente e responsável. E isso influencia o boca a boca nas ruas. As TVs conseguem ter um impacto maior.

O Observatório Brasileiro de Mídia constatou essa tendência recentemente. Veja trecho do relatório: “A candidatura da ex-prefeita Marta Suplicy foi noticiada em menor volume do que a dos seus dois principais oponentes. A candidata do PT, embora tivesse o apoio do presidente Lula e melhor posição nas pesquisas de intenção de voto, teve essas situações secundarizadas no noticiário que privilegiou a polarização entre as candidaturas do DEM e PSDB e esvaziou o noticiário da petista. Enquanto o candidato do DEM teve 65 reportagens que noticiaram o apoio de lideranças tucanas, a petista teve 21 reportagens sobre o apoio do presidente, de ministros e lideranças políticas importantes como a deputada Luíza Erundina”.

Por isso, cabe a todos nós, mesmo que as conversas sejam difíceis, explicar para os que pretendem dar seu voto a Kassab que tudo não passa de uma ilusão para transformar São Paulo em curral eleitoral do PFL (DEM), com o intuito de consolidar o projeto político de Serra. Lembrem-se que o PFL foi banido em quase todas as capitais, mantendo o poder somente em Brasília com o fraudador do painel do Senado, o governador Arruda. A tentativa de se manter no comando de São Paulo se justifica pela sobrevivência de um partido. Se perder São Paulo, o PFL (DEM) está fadado a ser esquecido. Temos que trabalhar para isso, pelo bem do país e dos cidadãos mais humildes.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Reta Final


Caro blogueiro e cara blogueira,
A mobilização que começou na quinta-feira passada, dia 16 de outubro, mal completou seu sétimo dia e já somos 73 blogues participantes. Tem gente dedicada à cultura, à política, ao jornalismo, aos esportes...

Estamos a alguns dias do segundo turno das eleições. Todo mundo sabe que precisa convencer conhecidos e desconhecidos a digitar 13 no domingo. Nossa forma de fazer isso é produzindo conteúdo, dando argumentos para outras pessoas, desconstruindo a campanha de Kassab e explicando por que nosso voto é de Marta. Então, listamos aqui algumas tarefas que você pode fazer, com seu blogue de hoje até sexta.
1. Escreva
Se você não escreveu ainda o seu "Por que voto Marta", a hora é esta. Escreva e nos avise assim que publicar.

2. Escreva mais
Já escreveu? Arregace as mangas e prepare outro texto. Use o Google,a lista de notícias da campanha da Marta, o arquivo do BlogueirosComMarta, pesquise dados e dê mais motivos. Discuta aspectos abandonados pela atual gestão nos últimos quatro anos e que voltariam a ser prioridade.

3. Troca de idéias
Acesse o BlogueirosComMarta, e passeie por alguns dos blogues que estão com você nessa empreitada. Procure um texto sobre a eleição municipal que você ache interessante e indique no seu blogue. Vale escrever só um: "Eleições: vale a pena ler", ou também comentar mesmo, concordando ou discordando. Só não esqueça o link do parceiro. Vamos ampliar o intercâmbio entre a gente e começar a desenvolver uma comunidade que pode fazer a diferença também depois de domingo.

4. Avise
Depois de fazer um ou mais dos itens acima, avise-nos por e-mail ou pelo formulário de contato. Vamos reunir o maior número de posts possível. Até o fim, pela virada.

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"Cadê o prefeito?", quer saber o programa da Marta

Na edição desta tarde do programa de TV da Marta no horário eleitoral gratuito, a pergunta é: "Cadê o prefeito?"

A montagem parte do fato de que candidato do DEM prometeu, no debate da Record, visitar o CEU Vila Formosa na terça-feira, 21, mas não foi. A partir daí, enumera as contradições entre o candidato que diz (pela metade) e o prefeito que (não) faz. Isso vale para corredores e tarifa de ônibus, falta de prioridade para os CEUs, sua participação do governo Celso Pitta e seu apoio a Paulo Maluf.

Vale assistir.



Para ver na página da Marta na internet, clique aqui.

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Serra/Kassab e os corredores

Texto publicado no Futepoca.

Morei por 26,5 dos meus quase 27 anos no Campo Limpo, bairro da Zona Sul da Capital. Por andar de ônibus desde pequena, se tem uma coisa que eu conheço em São Paulo é o sistema de ônibus. Minha vida pode ser resumida assim:

escola em Santo Amaro = 10 quilômetros = 1h30 no ônibus, em pé.
cursinho na Paulista = 20 quilômetros = 2h no ônibus, em pé
faculdade no Butantã = 13 quilômetros = vontade louca de ter um carro para gastar menos com gasolina do que com passagem

Além disso, tinha o transporte clandestino. Quantas e quantas vezes tive que pegar uma kombi caindo aos pedaços e sentar atrás do banco (ou ficar em pé numa postura de corcunda) para poder chegar a tempo onde precisava?

Vida fácil, né?

Quando a Marta assumiu, as coisas foram mudando. No final do mandato dela, andar de ônibus era outra coisa.

No meu caminho, ela construiu o corredor de ônibus da Francisco Morato/Rebouças/Consolação. Isso, somado ao Bilhete Único, foi o que bastou para a mudança. Os trajetos pela Francisco Morato passaram a demorar muito menos. Até aos domingos, quando não havia trânsito, o ônibus chegava mais cedo que antes.

Passei a acompanhar de perto os problemas dos transportes logo depois de Kassab assumir a Prefeitura de São Paulo, assumindo a vaga deixada pelo Serra. Era claro que os corredores estavam sendo deixados de lado. Descobri, por exemplo, que há pouco menos de dois anos as duas horas do Bilhete Único não eram mais suficientes para alguém que pegava ônibus no extremo da Zona Sul fazer uma baldeação no Centro.

Mas o pior corredor entre todos que estavam em funcionamento era mesmo o da Francisco Morato. O asfalto ficava meses todo esburacado, só recebia vez por outra um tapa-buraco, que não resolvia o problema. Além disso, os ônibus intermunicipais, que servem os moradores de Embu, Itapecerica da Serra e Taboão da Serra, deixaram de usar a avenida paralela e entraram no corredor. Como dois corpos ainda não conseguem ocupar o mesmo lugar no espaço, o resultado foi trânsito no corredor. Todo o tempo de viagem que havia diminuído voltou a aumentar, sem que uma explicação plausível fosse dada para isso. Além disso, o plano de transportes da gestão, que previa a construção de vários terminais para diminuir o número de coletivos no Centro, foi abandonado. E nada foi colocado no lugar.

O único corredor construído pela gestão Serra/Kassab foi o Expresso Tiradentes. E só porque quiseram fazer algo com as ruínas do Fura-Fila deixadas pelo Pitta.

De resto, a única coisa que a Prefeitura fez nos últimos quatro anos foi aumentar a passagem de ônibus sem necessidade antes da eleição, para agora fazer um populismo básico, e obrigar os empresários a comprar novos ônibus. Isso não me parece um plano. Como a diminuição do trânsito em São Paulo passa necessariamente pela ordenação do sistema de ônibus (que colocaria os veículos no lugar certo e mais gente dentro do ônibus), acho que vamos viver nesse inferno por muito tempo, se Kassab se reeleger. Afinal, em suas propostas está prevista a aplicação de R$ 0 (isso, zero), nos corredores.

Ah, sim, Kassab "dá" dinheiro para metrô. Ele não conseguiu explicar ainda o motivo disso, já que sua responsabilidade são os ônibus, que não estão bem. Mas ok, deve ser porque ninguém perguntou.

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O governo do PSDB e a mídia

O leitor Rogério indica a leitura do artigo, publicado no Eu Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha.

O seqüestro: é você sob a mira de um revólver

Como o povo paulista foi seqüestrado e humilhado pelos criminosos da falange midiocrata


Mauro Carrara

A mocinha mais encantadora da escola, olhos meio tupinambás, cabelos negros e compridos, alegre e falante, teve o cérebro atravessado por um fervente projétil de arma de fogo. Eloá é a vítima mais visível do desgoverno insano e cínico que mantém São Paulo em cativeiro desde Março de 2001, quando ascendeu ao trono estadual o suserano alquimista. Ser paulista, hoje, equivale a viver num buraco imundo, úmido e molhado, sob a mira trêmula de um revólver, mas diante de uma TV que anuncia maravilhas da autoridade midiocrata.


Leia a íntegra.

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Blogueiros com Marta: somos 73



Na lista ao lado, somos 73 blogueiros que apóiam Marta no segundo turno da eleição municipal em São Paulo.

Continua o pedido: para ajudar a reunir a produção, a gente pede para todos os blogueiros avisarem quando algum post for produzido sobre a campanha da cidade de São Paulo. Vale enviar diretamente, vale pelo formulário, vale pelos comentários.

No tempo que resta de campanha, bora publicar.

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Atualizado às 11h

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Leitor sugere

Waldir Barreto, do Capão Redondo (Zona Sul) manda duas sugestões para a campanha da Marta

Marta, sua campanha deveria focar mais no fato de o partido do Kassab ser a antiga Arena, dos porões escuros do berço da ditadura. O que você acha de criar um bordão do tipo "o bem vai vencer o DEM" para cair na boca do povo?
Você deveria também perguntar ao Kassab como ele vai fazer o que promete, porque ele diz que vai fazer mas você não questiona. No caso das AMAs, por esxemplo, sua equipe poderia mostrar, no Capão, onde moro, que ele pegou um pronto-socorro que ficava na avenida, de visilidade, e transformou na AMA.

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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Bronca do ombusdman da Folha expõe o 'trabalho sujo' da mídia nas eleições paulistanas

Postado no Futepoca

No boteco, sempre comento que o "fenômeno" Gilberto Kassab, que superou Marta Suplicy no 1º turno na cidade de São Paulo, não foi nenhum fenômeno para mim. O fato de ele ter começado a campanha tão atrás da candidata petista só me fez desconfiar mais ainda das pesquisas - que davam como certa a vitória petista, mesmo que por um ou dois pontos. Furo n'água. Sempre achei que Kassab disputaria de igual para igual com quem quer que fosse no segundo turno. E não digo isso considerando apenas a fritura pública de Alckmin pelo próprio PSDB (ou melhor, pelo José Serra). Pensem comigo: além de nunca ter disputado uma eleição sequer - e, conseqüentemente, nunca ter "apanhado" de fato como Marta, Geraldo Alckmin e Paulo Maluf já "apanharam" na vida -, Kassab tem a máquina municipal e estadual a seu favor e, vantagem das vantagens em qualquer disputa eleitoral, a mídia todinha ao seu lado.

Prova disso é que, na edição do último domingo da Folha de S.Paulo, o próprio ombudsman do jornal, Carlos Eduardo Lins da Silva, criticou a berrante diferença de tratamento para os dois candidatos neste 2º turno. "Marta Suplicy recebeu nestes cinco dias uma carga de matérias negativas absolutamente desproporcional em relação a seu adversário", disparou Silva, sem rodeios. "Por exemplo, ela foi alvo de oito textos opinativos críticos; Kassab, de nenhum. Das 19 cartas publicadas, 15 foram contra Marta. Registre-se que o 'Painel do Leitor' recebeu 224 cartas contra ela e 55 a favor. Mas para o ombudsman, a relação foi inversa: 36 pró e 8 contra a ex-prefeita", prosseguiu. E, no desfecho, além de criticar a postura da Folha, ainda esculachou a concorrência: "(...) o jornal abriu mão de fomentar o debate sadio. Ele nunca deveria se prestar ao trabalho sujo que outros veículos fazem com muito prazer e competência."

Pois é: apesar de eu não ser nenhum entusiasta da função de ombudsman (e muito menos da Folha de S.Paulo), ele disse pouco, mas disse tudo. Só que essa - previsível e explícita - fuzilaria contra Marta pode ser um tiro no pé, uma percepção que talvez tenha motivado a bronca de Carlos Silva nos colegas de redação. O povo não é bobo. Vamos pra virada, Marta!

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Editado às 11h30

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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Vamos falar das taxas do Kassab

O sistema tributário brasileiro é injusto, porque em vez de promover distribuição de renda, promove concentração. Quem avalia é Marcio Pochmann, economista da Universidade de Campinas (Unicamp) e presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). Segundo estudo do Ipea, os pobres pagam 44% a mais de imposto do que os ricos. Este é um problema complexo que tem a ver com o alvo da tributação (produção e não renda), o que leva a mordida diretamente para o preço dos produtos.

Mas tem imposto que é diferente, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), uma das principais fontes de receita municipal. A gestão de Marta como prefeita promoveu uma ampliação de isenções desse imposto para imóveis que valessem até R$ 50 mil à época. Isso quer dizer que 1,2 milhão de pessoas que moram de aluguel ou têm apartamentos pequenos ou em regiões distantes do centro.

Em vez de cobrar 1% de todos como se fazia até então, criou-se uma variação de 0,8% a 1,6%: quem mora num casarão em área nobre, paga mais mesmo, enquanto 72% das residências pagavam menos. E isso ainda trouxe aumento de 9% da receita.

Claro que a medida não torna o sistema tributário correto e justo. Mas caminha na direção da progressividade. Um avanço para a cidade.

Diferença
Na gestão Gilberto Kassab, o primeiro dado instigante: os isentos de IPTU diminuíram em 300 mil. São mais famílias pagando. E pior, a maioria das isenções cassadas, a partir de 2005, são de imóveis cujo proprietário é titular de mais de uma casa ou apartamento. Ou seja, a conta que deveria ser paga por quem tem bens é transferida inteiramente para quem aluga. Afinal, a maior parte dos proprietários de vários imóveis mantém o patrimônio para ganhar na locação. E apesar de haver divergência entre juristas, a prática quase unânime é ver inquilinos arcando com o tributo.

E o aumento? Não foi pouco. Em 2005 foi de 5,5%. No ano seguinte, Kassab bem que tentou, mas não conseguiu aumentar além de 7% (sem teto definido). Depois, em 2007 a média de reajuste foi de 10%. Em 2008, mais 4%. Isso para quem já pagava, porque para quem perdeu a isenção não dá para fazer a conta.

Então tem nada de redução de carga tributária além de discurso.

Taxa do lixo
Um dos pontos mais freqüentes de crítica à gestão petista de 2000 a 2004 é a taxa de lixo, criada, à época, evitar o risco de um "apagão do lixo", em decorrência da falta de investimentos em aterros sanitários. A estratégia da administração atual foi transferir a responsabilidade para a concessionária, o que sempre traz risco, porque no fim, quem responde se faltar lugar para depositar o lixo é a prefeitura. Isso levou o Ministério Público Estadual a pedir um plano de emergência para a situação.

É verdade que até Marta trata como "um erro" ter aplicado a taxa. No último debate essa postura se mostrou mais uma vez insustentável, porque houve motivos para fazer isso à época e ignorar esses fatos é deixar o debate fora da política, no campo dos jargões de "choque de gestão" e afins. Como os aterros sanitários não parecem uma questão resolvida, era um tema a ser explorado. No mínimo, colocado em debate.

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Um governo intransigente

Postado em Sou chocolate e não desisto


A intransigência do governador José Serra (PSDB) marcará seu governo em São Paulo. Esse confronto entre as policias Civil e Militar entra para a história da cidade. Jamais um governante deixou isso acontecer, sempre estava aberto o diálogo entre polícia e governo; mas não foi o que ocorre na última semana em São Paulo. Vimos o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista transformado em praça de guerra. De um lado estava o governador José Serra que dizia não ter conversa com os manifestantes enquanto não parassem com a manifestação; do outro lado, policias que em seu legítimo direito reivindicavam um salário mais justo. A polícia paulista é a que tem o pior salário em todo país.

O governador José Serra cruzou os braços quando, em agosto o foco de uma greve era eminente, poderia ter chamado uma comissão de ambas as polícias e ter uma conversa e ouvir as reivindicações da categoria e, a partir daí negociar. Digo o governador, porque o secretário de Segurança do Estado, Ronaldo Marzagão tem demonstrado que não serve para o cargo. É frouxo. Sem diálogo e se esconde dos obstáculos que são de sua alçada. Não vejo o Secretário em ação. É mais um incompetente que está no governo Serra.

Para se livrar da responsabilidade, o caminho mais fácil encontrado pelo governador Serra foi politizar esse pé de guerra entre as policias, apontando como responsáveis a CUT, Força Sindical, PT e o deputado federal, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força. Desviar o foco politizando essa crise é de uma insensatez que não parece ser o governador Serra, aquele que era adepto ao diálogo quando era presidente da UNE. Será que ele esqueceu aqueles tempos de manifestações? Buscava uma democracia, agora, os policiais querem apenas um salário digno e proteção para desempenhar seu trabalho. Unificar as policias não é a solução.

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Propaganda eleitoral gratuita - ou por que votarei em Marta

Postado no Depois do Filme

- Faltou política em todas as discussões de campanha (exceto a do Ivan Valente), que se restringiram a questões de gestão, em que tentam colar na candidata do PT uma imagem de irresponsável que vai quebrar a cidade, assim como faziam com Lula - e quem quase quebrou o Brasil na história recente foi o governo Fernando Henrique com seu populismo cambial, esse sim irresponsável.

- O bilhete único foi a maior transformação no transporte público da história recente da cidade. O governo Serra/Kassab tirou direitos, assim como o governo do PSDB no estado acabou com os bilhetes múltiplos no Metrô, restringindo ainda mais nosso direito constitucional de ir e vir. Isso é característico de governos de direita.

- Despejos violentos para atender a interesses da especulação imobiliária, rampas anti-mendigo, grades em volta de praças. Mais características de governos de direita.

No segundo turno não tem jeito. A marionete conservadora que o marketing quer nos empurrar como bom prefeito, pela minha goela não desce.

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Já somos 62 blogueiros



No fim de semana, muita gente visitou o Blogueiros com Marta e pediu para participar. É essa turma de 62 blogues que estão na barra lateral.

Tem blogue de política, de literatura, de cultura, esportivos, de variedades, enfim, são muitos  fazendo a adesão.

Para ajudar na centralização dessa produção, a gente pede para todos os blogueiros sempre nos avisarem quando algum post for produzido sobre a campanha da cidade de São Paulo. Pode ser enviando diretamente ou pelo formulário. Ou nos comentários.

Atualizado às 14:28

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Atenção para a semana Kassab/Folha/Estadão/Uol/Globo

Postado no Refeitório Cultural

Foto: Luciano Andrade

Marta no debate da Record


Não tenham dúvidas: a turma do PSDB/DEM/PIG já sentiu que a candidatura de Marta, da coligação de esquerda PT, PCdoB, PSB e PDT está subindo nas pesquisas e que a capa que cobre o vazio-engôdo-Kassab já caiu.

Nós vamos vencer nesta semana a máquina dos tucano/demo de Kassab, e também o que a mídia-elite vai expor e criar a favor do candidato deles nestes próximos dias.

Agora há pouco, antes do debate da Record, no qual por sinal Marta se saiu muito bem, o portal Uol tinha chamada que favorecia Kassab: "Kassab diz que Marta não vai ganhar no tapetão" (!?). E quando o usuário clicava era a matéria que anunciava o debate!.

Marta é a candidata que mudou a cidade de São Paulo em sua gestão. Mudou para melhor. Criou todos os programas sociais que aí estão e melhorou o trânsito que, agora na gestão Kassab, voltou a ser o kassaos.

Fiquemos todos atentos aos jornais e revistas que não terão nenhum pudor de tentar desviar a atenção do eleitorado a favor de Kassab como tentaram fazer em 2006 contra Lula.

Cada um de nós deve se encher de ânimo e dialogar com as pessoas na cidade, na escola, no bairro, em família, na igreja, no trabalho.

A população paulistana merece ter uma nova administração petista, voltada para as melhorias do povo, como foi no governo de Marta Suplicy, e que acabaram beneficiando a todos os cidadãos, inclusive os da classe média.

A esperança vai vencer de novo!

Marta prefeita de São Paulo!

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domingo, 19 de outubro de 2008

Celeste, da Zona Sul, manda seu recado

Este texto chegou pelo formulário de contato. Ela não disse se tem blogue, mas diz por que vota Marta.


Como moradora da zona sul, estamos com Marta. Quando vejo os carros naquele transito e os ônibus no corredor a gente lembra foi a Marta enquanto a atual administração nada fez para o, transito quer os trabalhador enfrentam, sem falar na saúde no ultimo dia 26/09 estive no hospital M'Boi Mirim, com fortes dor de cabeça febre, o pré-atendimento falou que a previsão de atendimento era de quatro horas, quer dizer, não tinha clínico. A propagada e muito bonita, mas nós, moradores de M'Boi Mirim, sabemos quem queremos para governar São Paulo. Sou tia de uma criança especial e já faz um ano que aguardo o atendimento para locomovê-lo ao hospital três vez semana. Isto ninguém fala.

Celeste

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Tragédias paulistas e paulistanas

Postado no Pandini GP.

Uma obra do metrô que cede, causando mortes e desabamentos. Uma greve da Polícia Civil em que o governo se recusa a negociar. Polícia Militar contra Polícia Civil, expondo um comando fraco e incompetente. Um seqüestro que dura cem horas. Uma refém menor de idade, libertada do cativeiro, volta ao seqüestrador para "negociar", com "autorização" da polícia - caso que termina com as duas reféns baleadas, uma delas gravemente.

Enquanto isso, na cidade, bibliotecas são fechadas pela prefeitura por "falta de público", mostrando a limitação intelectual (para dizer o mínimo) de quem administra um espaço de conhecimento como se fosse uma casa de espetáculos de capital privado. Um prefeito que participou ativamente de governos que afundaram São Paulo financeiramente e que se apresenta como se nada tivesse a ver com isso.

Uma mídia podre, conivente, que mente, omite, distorce e manipula fatos a seu bel-prazer. E, pior, que é levada a sério por cidadãos incautos, anestesiados, que parecem ter perdido a capacidade de lutar por seus direitos, de se inconformar, de exigir respeito e condições de vida decentes. De perceber o absurdo de perder duas, três horas no meio do trânsito e de morarem em uma cidade em que cada centímetro de chão é tratado não como um espaço público, mas como uma mina de dinheiro que reverte em gordos lucros à perversa associação formada por políticos, empreiteiras, construtoras e imobiliárias.

O estado de São Paulo, "a locomotiva do Brasil" na visão de alguns esnobes, é um trem enferrujado, obsoleto e mal conduzido. A capital do estado, que alguns apresentam orgulhosamente como "moderna e cosmopolita", não passa de uma cidade provinciana à mercê de predadores e habitada por hipócritas e preconceituosos. A "elite" tem apenas dinheiro. De resto, falta tudo: classe, cultura, educação, espírito comunitário, discernimento, preocupação com o próximo, civismo, instinto de preservação, bom senso. Não surpreende que uma cidade comandada por pessoas assim tenha se tornado o que é: um inferno sem qualidade de vida, que consome diariamente a saúde de seus habitantes.

Pronto, desabafei.

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sábado, 18 de outubro de 2008

Campanha anuncia a mobilização de blogueiros

Foi pelo boletim eletrônico da campanha da Marta o anúncio da mobilização dos blogueiros. É um reconhecimento do trabalho do Blogueiros Com Marta.


aqui.

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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Campanha convoca para hora da virada

Marta - hora da virada

Encontro dos movimentos sociais com Marta e Lula neste sábado, 18, na Casa de Portugal.

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A Onda anti-Marta, passado e presente

Por Emily Cardoso

Andam dizendo por aí que Marta é preconceituosa (?!). Mas, péraí: não é ela que sobe em caminhão de parada gay, enquanto o atual prefeito não se expõe num evento assim nem amarrado? Que eu saiba, é ela, junto com sua família, que sofrem difamação, desrespeito, humilhações. Atuei nas campanhas anteriores de Marta e constato, hoje, que de lá pra cá, nada mudou. Aliás, piorou.

Enquanto mulher, sei o que é ser xingada nas ruas, quase agredida fisicamente, quando estamos em campanha. E quando nem estamos. "Mulher não serve pra governar ; é pra ficar em casa, cuidando do marido, dos filhos, cozinhando", me falou um indivíduo. "A Marta gosta de gozar !", gritou um infeliz, que certamente não goza e nem "permite" prazer às mulheres. É assim: querem controlar também o prazer da mulher em todos os sentidos, decidir com quem a ex-prefeita deve se relacionar sexual-afetivamente, se com argentino ou brasileiro.

Marta é a nova Geni, "joga pedra nela!" Seu "pecado" foi ter nascido mulher, saído do espaço privado para o público, para o poder político, negado às mulheres. Como ousa, tomar o lugar reservado ao masculino? Quando alguém ofende uma mulher, apela ao moralismo de conteúdo sexual-bíblico, se posso assim dizer, e aí entra o pecado original, a curiosidade de Eva pelo conhecimento. E sobram adjetivos para atingir o gênero feminino: "puta, vagabunda..."

Enquanto lésbica, sei o que é ser discriminada. Nem por isso apelo à vitimização. Não pretendo aqui justificar uma coisa pela outra, da política do olho por olho... Até outro dia, o que se ouvia por aí era o comentário de que Marta defende os gays, ou seja, "argumento fortíssimo" pra não se votar nela. Sendo assim, alguém precisa combinar: defende ou não defende?

"Como pode, aquela vaca, que traiu o marido, se meter na vida do Kassab?", uma mulher tomou as dores. De um dia para o outro, São Paulo deixou a caretice de lado, ficou hipocritamente avançada e agora até apóia homossexuais, ou melhor, gays, uma vez que lésbica, sendo mulher, não existe.

No entanto, depende de quem mereça tamanha defesa. De repente, as pessoas indignam-se com indagações a respeito da vida íntima do prefeito, que posa de vítima e exige desculpas de Marta. Justo ele, que chamou a candidata de mentirosa umas três vezes, no último debate, e ela não teve direito de resposta atendido (ao contrário do prefeito), pelos juristas da TV Bandeirantes. Se Marta fosse lésbica, haveria igual manifestação de solidariedade? Contudo, a solidariedade é masculina (redundância), sempre.

O candidato PFL/DEM significa o retrocesso para a cidade de São Paulo. Kassab mascara a realidade quando convém. Renega seu passado político. O projeto pefelistademo é um só: perpetuar o poder de sua classe, abismo social-econômico, conservadorismo, repressão, discriminação, exclusão.

Em tempo: Kassab vetou o projeto de lei anti-homofobia.

P.S.: Para conhecer a íntegra do Projeto de Lei 440/01, aprovado na Câmara em dezembro de 2006 e vetado na íntegra em fevereiro de 2007, clique aqui.

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Defesa da gestão de Marta

Postado no Com Fel e Limão

Dando uma passeada pelo blogódromo político eleitoral, parece que agora o negócio é, do lado kassabista, condenar a campanha de Marta pela "baixaria" de suscitar a questão da preferência sexual do Chucky. E, pasmem, do lado Martista, também! "Ela deveria mostrar as propostas, comparar os governos...". Sim, deveria, e até está tentando. Mas ela acaba se enrolando sozinha, não pelas propostas, mas pelo seu passado. Marta teve quatro anos de governo em SP, e foi muito bem nos três primeiros. O último foi, sim, um desastre, sob qualquer aspecto que se olhe. E a última impressão é a que fica.


Pergunte a um cidadão médio da cidade por que não vota em Marta. As respostas serão:

1) "Ela criou muitas taxas.": Por "muitas", entenda-se DUAS. A do lixo e a da luz, e muitos dos que acusam-na NÃO AS PAGARAM, pois foram isentados. Mas isso é pra ela aprender que, se quiser fazer algo diferente, tem de chamar pessoas diferentes. Desde sua posse, era claro que da cabeça de um TUCANO (João Sayad) não poderia sair outra coisa. Sim, pois foi Sayad, secretário de planejamento municipal, que inventou essas taxas, não foi? Mas se ela falar isso, atirará contra o próprio pé.

2) "Ela é arrogante!": Acho que até o Lula acha isso dela. E ela não faz a menor questão de mudar essa imagem. Nem acho que arrogância seja, por definição, um defeito. Mas políticos devem saber fingir, sinto muito. Ela não sabe. E apanha um monte por isso.

3) "Ela deixou a prefeitura quebrada e foi pra Paris com o argentino": a primeira oração é MENTIRA, mas a segunda é VERDADE! A prefeitura não estava quebrada coisa nenhuma, mas ONDE ESTAVA ELA pra dizer que era mentira do Serra? Ou ela acha que se o marido dela explicasse tudo bonitinho no blog dele alguém ficaria sabendo?

4) "Ela apóia o 'casamento gay'": nada a declarar. O projeto de sua autoria tramita na câmara há mais de 10 anos. Ela já teve tempo demais para explicar à população sua posição, dever de todo congressista que abraça uma causa, mas vive escapando. Isso era pra ser feito, exaustivamente, desde que enviou o projeto para aprovação. Preconceito só se elimina com esclarecimento público. E AGORA os marqueteiros de sua campanha querem explorar a "suposta" orientação sexual do adversário para... alimentar o preconceito contra os homossexuais. É o fim da picada.

5) "Ela só sabe plantar coqueiro na Faria Lima e fazer túnel que acaba em semáforo": duas intervenções pontuais, isoladas e desastradas, revelando a incongruência política existente entre uma pessoa eleita por um partido de "origem popular", mas que passou a vida toda na Rua Dinamarca, pertinho da Costa Rica (rua do Maluf). Essas são as "obras-símbolo" de seu governo, segundo seus detratores. Avaliações rasas como essas são comuns, mas Marta deveria saber disso e ter feito o que se esperava dela: um "governo Erundina" melhorado. Foi querer agradar a todos, deu nisso.

6) "Ela largou um 'homem santo' pra ficar com um 'argentino safado'": em tese, ninguém tem nada a ver com isso, da mesma forma que não é da alçada popular meter o bedelho na relação entre Rodrigo Garcia e Gilberto Kassab. Mas política tem dessas coisas, e os cidadãos mais "informados" já abandonaram o lado novelesco da relação Marta-Favre e torcem o nariz para os movimentos subterrâneos de Luis Favre, que, na verdade, ninguém sabe ao certo o que faz, do que vive, que apito toca. Isso, aliado ao "fato" de ser argentino (hehe..), é nitroglicerina pura.

Repare que, das frases acima, nenhuma é totalmente mentirosa, nem totalmente verdadeira. E acho que ouvi alguém dizer que "política é um jogo de meias-verdades". Nesse jogo, Marta perde feio, pois as "meias-verdades sobre Kassab" não aparecerão, ele é um político inexpressivo. Não adianta nada dizer que ele é "da turma do Pitta", porque o povo não acha que ele governa como Pitta. Sua gestão é aprovada (a de Marta TAMBÉM ERA, mas eu nunca ouvi ela dizer isso, mostrar as pesquisas da época), tem acertos, nada a ver com o caos deixado pelo filhote do Maluf. Dizer que ele é do PFL? PFL de cu é rola, ninguém tá nem aí pra isso! Aliás, foi o PT que ensinou ao povo como ser pragmático, com umas alianças bem esquisitas, justificando que "o importante é que está dando certo". As kombis Marta-Maluf de 2004 ainda povoam meus pesadelos.

Se quiser virar o jogo e ganhar essa eleição, Marta deve mudar radicalmente sua estratégia e buscar uma vitória esmagadora nas "áreas vermelhas" do mapa aí de baixo, apresentando projetos e aparecendo EXCLUSIVAMENTE no "lado vermelho" do mapa. Não deve mais ir a debates, pois os "vermelhos" não os assistem. Se as urnas separaram a cidade, ela precisa defender o seu território, que tem muito mais votos, mas muito menos vozes para repetir as tais "meias-verdades". Se continuar a explorar a homossexualidade do Chucky, ainda vai acabar ouvindo: "Marta apóia o casamento gay, mas não o do Kassab. É preconceituosa e vingativa!".

ATUALIZAÇÃO: Kassab ganhou (porque pediu, né?) "DIREITO DE RESPOSTA" do TRE por causa da tal pergunta "É casado? Tem filhos?". Aí também forçou, né? E, pra mim, pior: abriu a porta do armário "pra dar uma olhadinha...".

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Para que serve a secretaria de Rodrigo Garcia?

Postado no Blog do Rovai

Escrevi num post aqui embaixo que considerei barbeiragem da marquetagem de Marta trazer a sexualidade de Kassab à tona ao perguntar se o mesmo era casado e tinha filhos. Acho que Kassab tem o direito de assumir ou não sua orientação sexual. E considero que o fato de ele não ser casado e não ter filhos não quer dizer absolutamente nada.

Isto, porém, não pode lhe dar salvaguardas para outras questões. E tenho uma que me parece conveniente ser feita.

Como jornalista quero saber para que serve a Secretaria de Desburocratização da Prefeitura de São Paulo? Esta pasta, leitores, existe e tem como titular o deputado estadual Rodrigo Garcia.

Também quero saber por que Rodrigo Garcia foi escolhido para ser o titular desta secretaria? Qual a sua especialização no tema?

Quando a esfera privada passa a ter relação com a pública o jornalismo e o debate político podem e devem ser exercidos. Não há salvaguardas para isso.

Exemplo torto é o caso Lulinha, que teve sua vida devassada por ter se tornado empresário quando seu pai era presidente da República. Toda a imprensa tratou do assunto e os adversários políticos o exploraram aos borbotões.

Quero saber para que serve a Secretaria de Desburocratização da Prefeitura de São Paulo? E por que Rodrigo Garcia é o titular da pasta?

PS: Entre no link da Secretaria e veja se você entende para o que ela serve

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O exemplo de Dona Maria

Postado por Fredi originalmente no Futepoca.

Dona Maria migrou de Minas Gerais com marido, dois filhos (os outros nasceram depois) lá pelo final da década de 1960 para o começo dos anos 70. Foi para Santo André, Vila Luzita, depois para a periferia Leste de São Paulo, Parque São Rafael. Ali pegou o milagre econômico dos militares numa vida pobre, numa casa de dois cômodos alugada, mas razoavelmente tranqüila com os filhos com saúde e sem faltar roupa, comida e escola. Apesar de tanto ela quanto o marido terem estudado pouco fizeram questão de que os filhos estudassem para ter um futuro melhor. Daí o direito a luxos como gibis, livros e discos com historinhas.

Passam os anos, vem a crise econômica dos anos 80, a família afetada, Dona Maria tem de arrumar emprego como costureira, trabalhar fora para que não falte comida na casa e para pagar o aluguel. A sina de não ter a casa própria, sonho de tanto tempo, só acaba no final da década de 1980, no governo Erundina. Ela, que nunca fora militante de nada em política até então, participa de ocupações de áreas, entra para um mutirão e com as próprias mãos ajuda a construir o lugar em que mora até hoje.

Além da casa, outra base plantada então foi a militância no bairro. Dona Maria, que nunca gostara tanto de política, passa a fazer campanhas, discute na rua, torna-se uma líder comunitária ao descobrir que a vida pode mudar quando as pessoas se organizam e lutam pelo que acreditam.

Mais anos se passam, acaba o governo Erundina, as casas não podem ir pro nome das pessoas, a dupla Maluf-Pitta deixa tudo esburacado, sem asfalto, sem escola, com cada dia uma desculpa diferente porque o Jardim São Francisco, lá no extremo da Zona Leste, não é prioridade para tanta obra, melhor gastar com túneis nos jardins e ganhar dinheiro na Faria Lima e nos precatórios.

Foto: Google Earth
Vem o governo Marta e o mutirão é regularizado, asfaltado e começa a construção de uma escola infantil lá dentro. Antes, a alguns quilômetros, é erguido o CEU do Parque São Rafael. As crianças passam a brincar, praticar esportes, nadar e Dona Maria volta a ir ao cinema, passa a ver peças de teatro junto com as pessoas do bairro.

Marta perde a eleição, assume a dupla Serra/Kassab. A escola que havia sido iniciada anos antes é inaugurada pelo atual candidato a prefeito. Kassab tenta fazer média:

- Como ficou bonita a escola...

Justo com quem foi falar. Dona Maria responde na cara dele:

- Você está inaugurando, mas quem construiu foi a Marta.

Hoje, neste momento, ela está lá no extremo da Zona Leste fazendo campanha. Passou por cima da depressão, do cansaço dos seus 63 anos e vai para a rua ganhar votos, discutir com aqueles que moram num bairro pobre e abandonado pela atual administração, que a única coisa que fez por lá foi colocar uma guarnição permanente da Polícia Militar em barracas de campanha, como se estivesse na guerra.

Para quem mora longe de lá onde vive Dona Maria, como eu, a discussão entre um candidato e outro pode cair nas besteiras se é casado, tem filhos etc... Mas, para mim, o voto em Marta é para melhorar a vida de todas as Donas Marias.

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Eduardo Guimarães: por que Marta

Postado por Eduardo Guimarães no Cidadania.com

Julgo ser meu dever e meu direito de cidadão, concomitantemente com o encerramento da propaganda eleitoral na televisão e no rádio, declarar formalmente em quem votarei para prefeito de minha São Paulo, cidade de meus pais, avós e que abrigou meus bisavós maternos, que imigraram da França, e paternos, que vieram do interior paulista tentar a sorte na capital do Estado que, no começo do século XX, já caminhava para se tornar o mais pujante do país.

Muito embora eu, de vez em quando, refira-me a este Estado e ao seu povo como vítimas da visão de mundo e das ações privilegiadas de uma parcela ínfima de sua população, uma parcela que se apoderou de parte indecentemente grande e desproporcional das riquezas e a usou para dominar corações, mentes e braços, quero declarar minha paixão por esta cidade, que, apesar de seus problemas e dramas imensos, de suas assimetrias sociais dolorosas e tão perniciosas, é a única em que penso em morar até o fim dos meus dias, pois quero morrer onde nasci.

Por amar São Paulo e só querer da eleição de seu próximo prefeito aquilo que todos os paulistanos querem, até os egoístas que vivem aqui em gaiolas douradas, pretendo votar, no próximo domingo, da melhor forma para a cidade inteira.

Como entendo que o melhor para todos os paulistanos é que São Paulo seja mais justa, mais humana, mais solidária com seu mais humilde e fraco cidadão, pois uma cidade que trata a todos com respeito e humanidade é a melhor das cidades, pretendo votar em Marta Suplicy, uma mulher pela qual quero manifestar meu mais profundo respeito e minha grande admiração por sua fibra, por sua tenacidade e coragem de ter se exposto novamente à maledicência, ao preconceito e à intolerância.

Marta, em seus quatro anos à frente da prefeitura paulistana, equilibrou as finanças municipais, finanças que a própria imprensa, que depois negou o que dizia, afirmava que estavam em situação catastrófica depois das passagens de Paulo Maluf e de Celso Pitta pela administração municipal.

Marta inovou em políticas sociais que apoiaram idosos, desempregados, moradores de rua, negros, minorias diversas, e fez o transporte público muito mais humano com o bilhete único e com o enfrentamento corajoso de máfias que controlavam parte significativa do transporte urbano, e, como se não bastasse, pôs fim à grande corrupção que havia na máquina municipal e ainda criou o projeto educacional que mais seria copiado a partir de sua gestão, tendo sido adotado até por seus sucessores, ainda que executado com qualidade inferior, assim como aqueles sucessores fizeram na gestão do transporte público e na dos programas sociais.

Marta não criou taxas abusivas coisa nenhuma. Essa é uma idéia que seus adversários conseguiram vender a grande parte dos paulistanos graças à aliança deles com a grande mídia paulista. Eram taxas irrisórias, que todos podiam pagar para uma cidade economicamente arrasada e que precisava investir, e as taxas que não eram tão irrisórias faziam justiça fiscal, introduzindo a progressividade na cobrança de impostos.

Marta foi injustiçada na campanha eleitoral de 2004, na qual não se elegeu muito mais pelo preconceito que decorreu de seu ato de coragem de romper uma relação matrimonial com um homem bom e respeitado para recomeçar sua vida amorosa com outro, mas da mesma forma como fazem tantos homens que deixam casamentos de décadas para recomeçar suas vidas e que jamais são criticados por isso. Mas ela foi, porque é mulher. E o mais intrigante é que foi criticada talvez mais por mulheres do que por homens, talvez por ser bonita, inteligente e bem sucedida e, assim, despertar inveja.

Enumerei minhas razões para votar em Marta. Fiz isso com serenidade e com espírito público, porque julgo que fazê-lo é meu dever e meu direito de cidadão. E por que, assim, outras pessoas poderão julgar que minhas razões são suficientemente boas para que acompanhem meu voto no próximo domingo.

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